Ontem, após sair do trabalho, enquanto passeava por aqui, pela minha cidade, esperando o engarrafamento passar pra poder ir pra casa, vi um casal de velhinhos fofinhos andando de mãos dadas. A senhora do casal andava com uma bengala "charmosa" e delicadamente. Então eles pararam e começaram a ver bolsas. E o senhor do casal palpitava e conversava com ela sobre as bolas. Então, voltaram a caminhar olhando vitrines de lojas.
E eu, analisando a cena, só consegui pensar em uma coisa: ounnn! Quero um desses pra mim!
Pense o quiser, mas eu quero...
7 de janeiro de 2010
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Drops paranóias deliberativas
Hoje de manhã ouvi uma piadinha muito engraçadinha.
Pra descontrair:
O Chiclete casou-se com a Chicleta e tiveram muitos chicletinhos.
Qual o nome do filme?
...
R: A Família Adam's.
Porque piadinhas bobinhas são sempre as mais legais!
Eu ri!
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Drops contar piadinha
6 de janeiro de 2010
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
E quando pequena, na minha imensurável imaginação me perguntava eu se a vida possibilitava ocorridos assim.
Possibilita?
A quem diga que...
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Drops paranóias deliberativas
4 de janeiro de 2010
Dizem que a forma como você inicia o ano é a forma em que ele acabará...
Mas eu só quero as partes boas da minha virada. As partes ruins, por favor! Evitemos novamente: ok?!
E por coincidência ou não: este fim de semana revi a 1ª temporada de Friends. E tem um episódio sobre a virada do ano. Um máximo ter revisto. Porque eles passaram a virada do ano tão cheia de coisas como a minha.
Interessante. E engraçado.
Por quê não?
Para umas boas risadas, eu recomendo:
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Drops intervalo comercial
30 de dezembro de 2009
Faz uns três anos que não faço as tais clichês listinhas de ínicio de ano.
Pois bem. Não fiz, não planejei, não tracei metas e deixei as coisas acontecerem.
E aconteceram tudo de um modo muito conturbado.
Não acho que planejar e traçar metas façam muita diferença. Mas acho que elas dão uma certa direção... uma sensação de não-sei-o-quê.
Pois bem. Este ano terei uma listinha.
Não uma daquelas em que a gente quer mudar o nosso jeito e encontrar um namorado ou um apartamento sem sequer ter um salário que suporte isso. Mas uma com planos e traços definidos de como fazer, onde procurar, que podem realmente se realizar dentro das minhas condições e talvez, até uma tal data de limite para que aconteça.
Então, sendo assim.
Um brinde as novas listinhas - já que em ínicio de ano se brinda a tudo - e quem sabe a sensação de dever cumprido (talvez seja essa a sensação que elas trazem), ou de dever não cumprido.
E um brinde ao ano que esta por se iniciar.
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Drops paranóias deliberativas
28 de dezembro de 2009
Feriado de Natal sem comer rabanada...
Definitivamente: a vontade de saborear uma rabanada é tanta que meu filho vai nascer com cara de rabanada.
Natal sem rabanada, passa longe de ser Natal.
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Drops paranóias deliberativas
23 de dezembro de 2009
Ao Senhor Deus
Pode até parecer egoísmo, ou ser feio.
Mas é fato.
Tem um ódio aqui dentro que se direciona ao Senhor.
Porque foi Senhor, segundo o que eu cresci acreditando, que decidiu que iria levar meu irmão.
Tudo bem, eu aceitei... Doeu, mas eu aceitei que era o melhor.
Mas como está TODO O MUNDO diz que foi o melhor pro meu pai, que ele tava sofrendo, que não se cuidou... Então, por que deixar as coisas acontecerem como aconteceu? Por que uma doença, sofrimento, um coração que parou de bater porque um cérebro está muito, mas muito doente, mais sofrimento, saudades, lutas e choro que parece que nunca vão sessar?
É. Pode até ser que eu não saiba o que eu tô dizendo e que sim! É um fardo que posso aguentar e que o Senhor sabe o que faz...
Mas dia 25 faz 1 mês que eu fiz aniversário. Dia 25 vai ser Natal... mas é no dia 25 que faz 3 meses que ele não vai estar aqui. E dia 25 de dezembro de 2009 vai ser a primeira vez que eu não vou comemorar Natal. Porque não tem o que comemorar. Sem ele não tem graça... sem ele não tem jeito. Não tem a fartura e a alegria que só ele sabia fazer... e não tem nem sequer um tustão pra comprar peru de Natal...
E pode até ser que muita gente não tenha nem o que comer.
Mas por enquanto - e não é por enquanto que a dor não sessa, porque ela não vai ter fim - eu me dou o luxo de ser egoísta e pensar em mim como nunca pensei. Pensar que é a minha mãe uma senhora viúva e o meu irmão um órfão de pai me dói. E que sou eu quem tenta segurar a onda, enquanto todos sofrem, todos choram... Por que sou eu que falto aulas, deixo de fazer trabalhos e arrumo desculpas pra chegar atrasada no trabalho pra poder ficar mais um pouco com a minha mãe, resolver problemas e mais problemas e sentar no meio fio de uma rua qualquer e me acabar de chorar porque não quero chorar em casa.
Porque é a minha dor.
Então... não acredito mais em milagres e minha fé - aquela que a gente custa pra ter - acabaram.
Não estou inflexível pra voltar a acreditar nessas coisas. Também não aderir a bandeira dos ateus que diz que o Senhor não existe porque eu acho que já vivi, senti e presenciei coisas demais pra dizer que o céu e o inferno e que a Bíblia são mentiras.
Mas não quero mais fazer esforço. Não tenho fé... porque milagres em minha vida, quando eu quis que acontececem e esmurrei as portas do céu, em choros e prantos dizendo "Deus, por favor! Cura o meu pai!" não aconteceram...
Porque o ódio por tudo isso que eu passo agora não conseguem se direcionar a outra coisa ou pessoa. Talvez nem tenha que se direcionar a alguém.
Mas não sou eu que serei a hipócrita de dizer que sinto, que acredito e que tenho vontade de falar com Deus. Porque simplesmente não tenho.
Porque enquanto muita gente que conheço - e que em minha opinião não merecem - vão continuar comemorando seus natais, o meu... O meu sessou. Porque ninguém lá em casa tem força pra fazer festa ou forçar um sorriso.
Ninguém consegue de fato, dizer que realmente está bem. Porque o nosso chão se foi... a nossa segurança. Porque o Senhor quis que fosse assim. Sem explicações ou preparações ou qualquer coisa.
E se é assim que tem que ser... então deixa eu também ser.
Ser tudo isso que a crença na qual cresci desaprova, mas que faz eu esquecer ao menos por algumas horas o peso desse sofrimento.
E eu realmente queria dizer tudo o que está entalado aqui dentro, mas como não tenho a possibilidade de escrever isso sozinha, num canto meu, e chorar a vontade. Escrevo me contendo em palavras e lágrimas.
E eu quero dizer que o pai também era meu. Alguém ai em cima podia ter perguntado antes de tomar uma decisão da qual não se tem resposta.
Orar pra mim não adianta mais. Escrever isso também não...
Mas manter guardado tudo isso em mim, só parece que piora.
Porque nada, nada mais vai ficar bem...
Embora tenham me prometido isso, no dia em que ele se foi, deixando todos nós aqui...
Sem chão, sem luz, sem ele.
E por muitas vezes me pego pensando que muito do que acontece agora não estaria acontecendo se meu pai ainda estivesse aqui: como a base forte da minha família, presente com sua alegria, mas também, com sua presença física. Não temeríamos o fim do mês, em que não se sabe se vai sobrar dinheiro pra fazer compras ou pagar a conta de luz. E que o lugar lindo em que moro há 12, 13 anos terá que ser vendido porque além de estar acima do nosso atual padrão de vida, tudo, exatamente tudo tem a presença dele. E isso dói.
Então, Senhor Deus, perdão por não querer mais ser a menina dos teus olhos.
Mas é que tem muita coisa em mim que me impedem de voltar a sorrir.
E o íntimo do meu coração consegue demonstrar o porque pra quem quiser ver, inclusive o Senhor. Mas por hora gostaria de ter meu tempo respeitado. Porque é algo que eu não quero aguentar. Mas se não tenho escolha: Amém.
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7 de dezembro de 2009
Ana e o Século XXI
- Oi Aninha... – disse o primeiro dando uma piscadinha e o sorriso charmoso que sempre dirigia a ela.
- Tudo bem Ana? – informou a presença do segundo, já entrando, mostrando seriedade nos passos firmes e no tom de voz que usava.
- Oi meninos! – respondeu uma Ana surpresa ao vê-los ali, e dando espaço para que o primeiro que se chamava Pedro, passar.
- Eu sei que não esperava a nossa presença aqui tão cedo, ainda mais pelos trajes em que se compõe. Mas não há nada aí que nenhum de nós não tenha visto, não é mesmo? – ensaiando uma risada para tentar descontrair o ambiente, disse Pedro, sem muitos sucessos, principalmente com o olhar de repreensão de Ana. – Bom... Eu e o João passamos aqui porque queremos ter uma conversa séria com você, Aninha.
E em uma cena engraçada, Pedro sentou-se ao lado de João. Ana, sem entender bem o que os dois faziam ali, em sua casa, sentou-se de frente para eles, na mesinha de centro, sem acreditar no que acontecia.
- Ana – o tom ainda muito sério de João avisava que o assunto era importante – eu serei prévio e sem delongas. Nós, eu e o Pedro, estivemos conversando e chegamos à conclusão de que você deve escolher logo de uma vez com quem você vai ficar.
Surpresa com o que ouvia, mas ainda mais engraçado do que poderia achar, Ana soltou uma risada debochada, sem acreditar que os dois se reuniram para falar sobre ela e agora a obrigava a fazer uma escolha.
- Meninos, queridos, acordem! Século XXI. Ninguém é de ninguém até que se prove o contrário. Não tenho que fazer essa escolha... De onde tiraram essa ideia maluca?
- Ana! A gente ta falando sério. Tanto eu quanto o Pedro queremos compromisso com a mulher que amamos.
- E alguém perguntou se eu quero compromisso? Meus amores desculpem se machuco vossos preciosos corações, mas se é isso que acham, não posso fazer nada.
- Aninha? Você não acha que já aproveitou por demais a vida? – tentou argumentar um Pedro apaixonado.
- Não há idade e nem apenas uma forma de aproveitar a vida.
- Aninhaaaa... Você não vê o quanto estamos presos a você?
- Se é por isto? – Ana se levantou em resposta a Pedro, e a João também, foi até a porta, a abriu e disse – estão livres, rapazes! E se não se importarem, sem as devidas delongas prometidas, porque tenho visita em casa.
E com um sorriso malicioso, mas livre, Ana, ou Aninha, fechou a porta atrás de si, encerrando aquele assunto de século XXI.
[agosto de 2008]
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Drops rabiscos literários
27 de novembro de 2009
O mês de novembro tá acabando...
O Natal e o Ano Novo estão chegando...
Só não acabam minhas aulas...
Só não chegam férias...
Ôpa! Estagiário não tem férias.
Então vamos continuar!
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Drops paranóias deliberativas
"O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade
A gente sobrevive nessa nóia.
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Drops paranóias deliberativas
29 de outubro de 2009
E independente...
Independente do frio, da fome
E até da solidão.
Independe do riso, da alegria contida
Ou exuberada.
Independente da chuva que cai
Ou da noite estrelada.
Independente de você, de mim
Ou dele.
Independente de quem sofre
Ou de quem nada em felicidades.
Independente de quem morre
Ou de quem nasce.
Independente da cor, da tempestade
Ou do trabalhoso suor.
Independente do que você sente
Se é prazer ou dó.
E independente de quem seja
E em que planeta , pela vida peleja:
O SOL continua brilhando
Pra todos!
E o TEMPO continua passando.
fresquinho, fresquinho...
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Drops poetizando
22 de outubro de 2009

Eu tenho que confessar! Que depois de breves namoros, longos namoros, longos relacionamentos abertos, pequenos relacionamentos [...] e um bom tempo solteira desde o último namoro de verdade: eu quero sair da mesmice e achar logo um alguém pra chamar de meu.
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Drops paranóias deliberativas
